quarta-feira, dezembro 11, 2019

Amor romântico –Qual é o seu tempo para florescer?




“Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar pelas gazelas e pelas corças do campo: não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser”.

Cantares 2:7
Agora, Sulamita muda de interlocutor,fala às mulheres de Jerusalém. Ela faz um apelo. Convoca as mulheres que empenhem suas palavras em não despertar e nem provocar o amor enquanto ele não o quiser. Tal é a sua insistência e ênfase que repete essas mesmas palavras no capítulo 3:5 e 8:4.
Sabemos que Sulamita vive a feliz experiência de ser correspondida, porém, parece estar preocupada que as mulheres desejem este amor que ela vive, sem considerar que ele tem o seu tempo certo para florescer.
De acordo com a ciência, a paixão por uma pessoa irá alterar todo o seu comportamento. O Cérebro sofre uma ativação no sistema de recompensa, deixando a pessoa com mais disposição e energia. O apaixonado também pensa o tempo todo na pessoa alvo de sua paixão, e se está com ela, quer estar ainda mais. Seus impulsos e desejos ganham força, fazendo com que a pessoa perca a capacidade de fazer escolhas a partir da lógica do bom senso, comprometendo assim o olhar necessário para se tomar boas decisões.1
Por esta razão, é complicada a orientação de Sulamita às mulheres, uma vez que a química cerebral é algo instintivo, contudo, se desde já considerarmos despertar e provocar o amor apenas quando este o quiser, descobriremos que a razão, o pensar em como vamos viver a nossa vida e em quem vamos investir o nosso coração, pode nos salvar da entrega a amores impossíveis.
A construção do amor romântico em nossa cultura não considera a força da razão. Ensinados que nada pode resistir ao poder desta química cerebral, logo, somos reféns. Entretanto, Sulamita ao insistir que as mulheres não despertem e nem provoquem o amor, nos chama atenção que para ela é possível saber se o outro está ou não correspondendo.
Todavia, como poderemos fazer isso se estamos vivendo do ponto de vista cerebral uma alteração que nos tira a capacidade de ver as coisas com clareza?
Sulamita com certeza já percebeu que as mulheres estão suspirando pelo amor Eros, mas ao repetir por três vezes que elas atentem para não serem sequestradas por uma paixão impossível, demonstra crer que se for ouvida, se suas palavras forem consideradas, as mulheres serão capazes de fazer escolhas melhores para suas vidas.
Eis o aqui o que pode dominar a química cerebral: A capacidade de ouvir.
Ouvir não é tarefa fácil! É preciso humildade para reconhecer que é possível que não estejamos vendo tudo. Mas, se quisermos ser livres de histórias de amor sofridas, quebradas, desfeitas, necessitamos ouvir.
Também, não podemos ouvir qualquer pessoa, é importante ouvir quem nos ama, quem em nossa jornada nos deseja o bem e nos trata com amizade sincera. É claro que o mesmo princípio serve para os homens.
O coração deve ser guardado, diz Salomão em Provérbios 4:23, e quem o guarda é a razão, pois, sendo o amor Eros tão forte quanto delicado, se não for correspondido pode produzir uma dor terrível, a qual, pode ser evitada se ele não for despertado e nem provocado no tempo errado.
O amor Eros pode ser uma experiência maravilhosa, se o coração for entregue no momento certo. E a hora certa é quando o amor o quiser. Ele não pode ser despertado e provocado enquanto não for o seu tempo de correspondência.
Prestemos atenção em Sulamita. Seu conselho nos livra de dores desnecessárias.
            Roseli de Araújo
         Escritora e Psicóloga

Referência:
1. PedroCalabrez – Cientista da Neurovox - https://www.youtube.com/watch?v=Pl0mkIGKZFo

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Amor romântico – A exigência da exclusividade




Sou uma flor de Sarom, um lírio dos vales.
Como um lírio entre os espinhos é a minha amada entre as jovens.
Como uma macieira entre as árvores da floresta é o meu amado entre os jovens. Tenho prazer em sentar-me à sua sombra; o seu fruto é doce ao meu paladar.
Ele me levou ao salão de banquetes, e o seu estandarte sobre mim é o amor.
Por favor, sustentem-me com passas, revigorem-me com maçãs, pois estou doente de amor.
O seu braço esquerdo esteja debaixo da minha cabeça, e o seu braço direito me abrace.
Cânticos 2:1-6


Salomão e Sulamita seguem conversando sobre o amor entre eles.
Sarom no tempo deles era uma planície muito fértil. Ficava situado entre o Mar Mediterrâneo e as colinas de Samaria. A flor nesse contexto era narciso ou açafrão, muito comum naquela região1.
Sulamita, afirma sobre si mesma ser uma pessoa comum, embora se reconhece bela, como o lírio dos vales.
Salomão discorda. Ele a vê como alguém que se destaca entre as outras mulheres, “um lírio entre os espinhos”.
Da mesma forma ela o vê como alguém admirável entre os outros jovens.
E o amor eros tem essa exigência. Ele requer um olhar exclusivo.
A exclusividade nos leva a considerar um dos valores que é o alicerce da relação entre o casal, a fidelidade.
E fidelidade é algo inegociável quando queremos ter relações conjugais saudáveis. Ela, nos faz cumprir nossos compromissos assumidos com o amado. Mas, se o olhar que se fez apaixonado não se deteve apenas no amado escolhido, se segue na busca de outros olhares... Então, o que irá se construir é amargura no coração daquele que um dia nos propomos a amar.
Não duvide. A infidelidade é monstro a destruir a beleza e a alegria da relação a dois.
Cuide para que o seu olhar siga admirando e desejando apenas aquele(a) que um dia você escolheu para estar ao seu lado.

Roseli de Araújo
Escritora e Psicóloga

Referência:
1.   https://bereianos.blogspot.com e Comentário de Moody



quarta-feira, novembro 27, 2019

O amor romântico - Seu sustento se dá pela entrega

O Amado
 Comparo você, minha querida,
a uma égua das carruagens do faraó. 10 Como são belas as suas faces entre os brincos, e o seu pescoço com os colares de jóias!
A Amada
12 Enquanto o rei estava em seus aposentos,
    o meu nardo espalhou sua fragrância. 13 O meu amado é para mim
    como uma pequenina bolsa de mirra
    que passa a noite entre os meus seios. 14 O meu amado é para mim
    um ramalhete de flores de hena[b] das vinhas de En-Gedi.
O Amado
15 Como você é linda, minha querida!
    Ah, como é linda! Seus olhos são pombas.
A Amada
16 Como você é belo, meu amado!
    Ah, como é encantador! Verdejante é o nosso leito.
17 De cedro são as vigas da nossa casa, e de cipreste os caibros do nosso telhado.
Vimos que o amor Eros exige reciprocidade.  
    Sulamita e Salomão falam da excelência deste amor, nos convidando a repensar nossas relações. Eles se expressam em elogios e afirmações que demonstram que a relação deles é cultivada com carinhos. 
Nesses versículos de 10 a 16, tecem elogios um ao outro, expressando o quanto é bom quando estão juntos. Salomão ressalta sua beleza. Sulamita fala do quanto sua presença torna sua vida gostosa de ser vivida. Expressando o encanto que sentem um pelo outro, nos apontam o caminho da beleza e da ternura que nasce de um amor correspondido.
No casamento, se apenas um se doa, se apenas um preocupa em fazer da vida do amado uma experiência agradável, se somente um elogia e reconhece a beleza do outro, com o tempo a relação se desgasta.
Sulamita e Salomão ensinam que o amor tem que ser entrega dos amantes. Somos chamados a viver o amor com intensidade, e somos responsáveis em manter o encanto do amor Eros na correspondência do que recebemos do outro. 
E no universo, não há entrega maior do que a do Deus Pai pelos seres humanos. Ele entregou o seu próprio Filho.
 Agora, salvos por Ele devemos acolher esse amor sem reserva, reconhecendo sua beleza, sua força em nossa vida, e todos os encantos que nos levam a viver. Para isso, é preciso ter a entrega dos amantes. É preciso desejar a presença constante, ansiar pelo seu toque, reconhecer sua beleza e tudo o que Ele tem feito para dar sentido as nossas vidas.
Roseli de Araújo
              Escritora e Psicóloga

quarta-feira, novembro 20, 2019

O amor romântico – É preciso investir em quem me quer.



“Conte-me, você a quem amo, onde faz pastar o seu rebanho e onde faz as suas ovelhas descansarem ao meio-dia? Se eu não o souber, serei como uma mulher coberta com véu junto aos rebanhos dos seus amigos.
Se você, a mais linda das mulheres, se você não o sabe, siga a trilha das ovelhas e faça as suas cabritas pastarem junto às tendas dos pastores”.
Cantares 1:7-9 (NVI)

Se o amor Eros for vivido sem respeitar o que pode sustentá-lo, então é possível que venhamos a sofrer por toda uma vida.
E o que sustenta o amor Eros Sulamita expressou nesses versos ao falar da sua preocupação em saber onde o seu amado está. Ela deseja saber onde ele guarda seu rebanho – para poder estar lá com ele. Sua necessidade de vê-lo a incomoda.
O amor Eros quando presente traz a saudade como moradora permanente. Se já amou alguém sabes que desejamos sua presença constante. Por isso, normalmente nos impele ao casamento, nos levando a querer viver o dia a dia porque o amado (a) faz falta.
Salomão responde a Sulamita dizendo: Se você, a mais linda das mulheres, se você não o sabe, siga a trilha das ovelhas. Ele lhe diz onde está. Deseja a presença da amada tanto quanto ela a dele.
Eis o sustento do amor Eros: A reciprocidade. Em outras palavras, correspondência mutua. Se apenas um sente saudade, deseja ver, então é preciso considerar não investir.
Foi nos ensinado que não escolhemos quem amar. Que sentimentos não dominamos. Creio ser isso uma das maiores mentiras vividas em nosso tempo! A verdade é que não escolhemos por quem sentiremos a química cerebral que nos faz apaixonar. Essa pode acontecer ao longo da vida por muitas pessoas.  Muitas vezes a química cerebral é chamada de amor a primeira vista. Entretanto, o amor Eros para florescer com beleza e saúde necessita do envolvimento de ambos.
O próprio Salomão nos ensina que ‘sobretudo que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procede as fontes da vida’1.
E o coração é guardado pela mente. É preciso pensar! Avaliar! Estamos ou não sendo correspondidos? Se estivermos dando mais do que recebemos, então não tenha dúvida, sofreremos dores as quais poderíamos evitar.
Todo amor é planta que carece de cuidados. E se o cuidado – as carícias agradáveis, só existe de um lado, então é preciso que se tome a decisão de não investir nessa química cerebral. Se o outro não quer sua presença como deseja a dele, se não tem saudade constante de você, cuidado!
Tem gente que passa a vida toda investindo em amores impossíveis. Para a psicologia isso é chamado ciclo da sabotagem2, o qual a pessoa necessita de identificar para quebrar em sua vida.
Diz o profeta Jeremias que ‘o coração é terreno enganoso, extremamente corrupto e que não o conhecemos3. Acredite! Coração é geografia estranha... Nenhum sistema de satélite consegue rastreá-lo.
Insisto: é preciso pensar!!! O quanto tem sido correspondido (a)? Qual é a medida da consideração que tem ofertado e qual é a medida da consideração que tem recebido?
Se você tem aceitado menos que doa, cuidado! É preciso verificar sua autoestima, porque o amor Eros não admira quem se entrega sem respeito próprio. Ele traz em sua natureza a necessidade da admiração do outro, e ninguém admira o que é fácil demais para ser conquistado.
Cuidado! Muitas dores podem ser evitadas se compreendermos que o coração pode ser guardado pela nossa capacidade de pensar.
Referência:
1.   Provérbios 4:23 Bíblia  
2.   Ciclo da sabotagem é uma tendência humana em repetir comportamentos destrutivos, podendo ser consciente ou não consciente.
3.   Jeremias 17:9

quarta-feira, novembro 13, 2019

o amor romântico - Seus propósitos, seu perigo.

http://jaquelinecenci.com.br/familia/casais/como-escolher-seu-parceiro-a-ideal

Sim, as suas carícias são mais agradáveis
    que o vinho. Cantares 1:2b
Nascemos com a necessidade do colo, do aconchego, do abraço, do cafuné, do sorriso dos pais e das suas palavras de incentivo.
Crescemos. Portanto, por toda a vida vamos carecer de relações afetivas que supram essas necessidades.
Quando chegamos na adolescência descobrimos que o corpo é uma fonte de prazer que guarda lugares que produzem sensações mágicas. É o despertar do amor Eros.
Este amor floresce com dois grandes propósitos.
 O primeiro: Cumprir o instinto da perpetuação da espécie.
 O segundo: Satisfazer a necessidade do toque – dos afetos.
Este é um momento perigoso. Pois o corpo está pronto, entretanto, ainda falta muito para que o amor Eros seja vivido de forma a preencher estas duas necessidades sem produzir estragos. A verdade é que os seres humanos levam tempo para amadurecer e viver com equilíbrio o amor Eros.
E o perigo está na química explicada pela ciência, que compara o apaixonado ao doente mental – A paixão altera a percepção da realidade, podendo produzir um olhar distorcido sobre o que de fato se busca para preencher esses propósitos.
O que nos leva a considerar o quanto é importante ter cuidado na hora da escolha do companheiro para se viver o amor Eros.
Sulamita aponta um caminho ao compartilhar que encontrou um amado cujas carícias eram mais agradáveis do que o vinho.  Seu amado lhe trazia alegria. Ele veio para somar em sua vida. Ele era no mínimo muito educado, pois qual amor que não guarda em sua prática a educação?
Por esta razão, um recado às mulheres: Não aceitem menos. Lembrem-se das palavras do padre Fábio de Melo ao dizer que a mulher não deve aceitar apanhar se compreendeu o quanto foi amada por Jesus na cruz do calvário.
Na busca pelo amor Eros é preciso buscar quem vai respeitar a necessidade humana das “carícias agradáveis”. É preciso tempo para encontrar aquele ou aquela à qual vamos pedir que ‘nos leve para sua recâmara’, pois, a intimidade do quarto, só é vivida com alegria se o trato diário for cheio de ternura.
Roseli de Araújo
Escritora e psicóloga clínica

quinta-feira, novembro 07, 2019

O amor romântico - A sede do encontro


Ah, se ele me beijasse,
    se a sua boca me cobrisse de beijos...
Foto - Parati
Sim, as suas carícias são mais agradáveis
    que o vinho.
A fragrância dos seus perfumes é suave;
    o seu nome é como perfume derramado.
Não é à toa que as jovens o amam!
Leve-me com você! Vamos depressa!
Leve-me o rei para os seus aposentos! (Cantares 1:1-4)
Cantares é um poema de amor escrito por Salomão. No original, a ênfase do nome no plural, aponta para o mais excelente dos hinos.
É um livro de difícil interpretação, mas aqui eu adoto a natural ou literal, onde o hino é considerado um poema que exalta o amor humano.
É importante considerar que tudo na bíblia aponta para a pessoa de Jesus Cristo, por isso, creio que ao nos apresentar o ideal de um relacionamento amoroso entre o homem e uma mulher ele nos indica também o relacionamento entre Cristo e a sua igreja.
 Cantares nos conta a história de amor entre Salomão e Sulamita e começa com a amada declarando o seu desejo de ser beijada pelo noivo.
O beijo em nossa cultura é compartilhado com pessoas as quais na maioria das vezes não se tem nenhuma intenção de compromisso. Porém, o beijo na bíblia é sempre uma expressão de afeto entre familiares, amigos e casal. Apontando para a expressão de amizade, respeito e paixão.
Aqui neste texto de Cantares, a amada expressa a ardente chama em seu peito pelo seu amado. Ela deseja seus beijos apaixonados, porque lhe são mais agradáveis do que alegria produzida pelo vinho.
Estar com ele era o seu grande momento. Ao seu lado provava o saber da felicidade. Por isso, a amada pede, “leve-me com você”. Desejando ir com ele por onde for, seguindo os seus passos em uma caminhada lado a lado.
Este “leve-me com você”, é desejo inerente ao humano em todos os tempos. Queremos encontrar aquele que nos oferecerá o lugar lado a lado na caminhada até o fim da jornada.
Afinal, fomos criados para amar e ser amado pelo Criador, entretanto, ao vivermos distante desta relação de amor com Ele, podemos almejar que o amor romântico tenha esse caráter de eterno.
Mas, por mais belo que seja uma história de amor, a morte lhe impõe um limite, um fim. Porém, a eternidade é realidade do Criador e, só no retorno de uma relação intima com Ele podemos saciar o nosso coração desta sede que carregamos no peito.
Ele nos ensina a reconhecer a força e a beleza do amor romântico ao permitir que uma história de amor seja contada em sua carta de amor por nós, a bíblia.
Contudo, nenhuma paixão humana pode levar o coração a saciar a sua sede de eternidade, essa, só é satisfeita na presença daquEle que o criou.
Roseli de Araújo
Referência:
1.    Comentário Bíblico de Moody

quarta-feira, outubro 30, 2019

O amor romântico – Um convite ao livro de Cantares

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/casal-coracao-forma-na-mesa-de-madeira-amor-romantico
-e-conceito-de-feriado-do-dia-dos-namorados_3726883.htm




Quem nunca suspirou numa platéia ao ouvir e ver uma história de amor?Quando contadas provocam um caldeirão de emoções, algumas nem explicadas.
Livros e filmes ao falar doamor entre uma mulher e um homem parecem fazer sucesso em qualquer tempo. Até mesmo nos tempos pós modernos, onde a poesia parece perder campo por causa da crise da falta de afetos. 
Parece ser um tema das mulheres, mas não é verdade! Os homens, também sonham com o amor romântico.
Esta história começa em Gênesis quando Deus cria uma alma gêmea para Adão, a partir da costela dele.
Ao vê-la, o primeiro homem criado expressa com palavras viscerais que ela é osso dos seus ossos, carne da sua carne1.
Nasce neste momento o primeiro casal. A partir deles se constitui a maior e mais importante instituição da terra, a família.
Em provérbios somos informados que a relação amorosa é caminho maravilhoso e misterioso2. E de todas as relações possíveis de viver, a única comparada com Cristo e sua igreja é a relação conjugal.O que nos aponta que amor eros3 são águas profundas.
Nesta série, já em suspiros, irei escrever o que vi sobre o amor romântico em Cantares.
Este livro narra em poemas à história de amor de Salomão e Sulamita, indicando-nos as possibilidades de alegria e dos caminhos de angústia que o amor romântico pode nos trazer, se não for vivido na perspectiva do Seu Criador.
Escrevo para todos - solteiros, casados, separados, divorciados e viúvos -, que suspiram (ainda que seja no secreto da alma) ao ouvir uma história de amor.
Aguardo você.
Roseli de Araújo
Escritora e psicóloga clínica
Referências:
1.    Gênesis 2:23;
2.    Provérbios 30:18,19;
3.    Amor Eros: Eros (em grego:"ἔρως" transliteração para o latim "érōs") é o amor apaixonado, com desejo e atração sensual. Amor romântico.

quarta-feira, outubro 23, 2019

As consequências do orgulho na vida da igreja – O convite de Jesus aos seres humanos



     
imagem do blog maisgospel




“Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.
Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apocalipse 3:22,22
                                                                                  



É intrigante o final desta carta.
Jesus nos fala que venceu e sentou no trono do Pai, e aquele que vencer como Ele terá o direito de sentar-se com Ele em seu trono.
Diante deste texto duas perguntas surgem:
A primeira: O que Jesus teve que vencer para sentar no trono do seu Pai?
A segunda: O que os laodicenses precisavam para se tornarem vencedores e se sentar no trono com Jesus?
Jesus no getsêmani nos aponta a resposta. Ele estava para ser entregue e assim cumprir seu propósito no mundo, o de buscar e salvar o perdido1.
E do que os homens estavam perdidos para Jesus? Eles estavam perdidos em seus pecados. Na bíblia, pecado não é apenas comportamentos que julgamos não adequados.
No original, a palavra pecado significa “errar o alvo”. E foi o que ocorreu com Adão, o representante da raça humana, ao escolher ser igual a Deus.
Sua decisão de desobedecer fez com que a maldade dos muitos saberes adentrasse o mundo, que a natureza sofresse mudanças em sua estrutura, que a mulher tivesse dores ao dar a luz e o homem tivesse que se sustentar com o suor do seu rosto, tudo isso ocorreu porque o homem sai do lugar de filho desejando o lugar do Pai – ser como Ele. Sendo impossível que a criatura seja igual a seu criador, Adão, é punido com a morte física e espiritual – que é a distancia do Pai 2. Jesus, então vem para pagar o preço desta escolha de Adão que contaminou todos os seres humanos, e levá-los de volta para casa – para o projeto original de Deus.
No getsêmani, um pouco antes de ser preso e crucificado, em grande agonia orou ao Pai pedindo que passasse dele o cálice que estava para beber 3.  Ao terminar sua oração, Jesus se rende a vontade do Pai. Na cruz escutamos o seu grito: “Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste”4, nos revelando que teve que vencer como homem a maior tragédia que os homens atraíram para si – a distância do Pai.
E os laodicenses para se tornarem vencedores precisavam retornar urgente, a intimidade com o Senhor Jesus, pois só por meio dele temos acesso ao Pai.
Contudo, a autossuficiência deles, (a mesma que fez com que Adão desejasse ser igual a Deus), os levaram a crer que suas riquezas materiais eram tudo o que necessitavam. Mas, o que os seres humanos carecem é de se relacionar com Pai – O Deus criador, e foi isso que Jesus veio ensinar aos seres humanos.
É na obediência ao Pai que encontraremos a vida que vale a pena viver. Jesus nos mostrou que só rendido ao Pai podemos herdar mais do que riquezas nesta terra, podemos nos assentar no seu trono como Ele.
A vitória dos laodicenses era a de OUVIR a Jesus para serem nutridos por Ele (participar da ceia) e assim serem capazes de viver o projeto de Deus para suas vidas e não os seus projetos pessoais.
Porém, eles seguiam suas vidas satisfeitos com muito pouco perto do prometido a eles: o de reinar com Jesus. E por isso Jesus os vê tão miseráveis, afinal, seu projeto eram muito maior do aquele que eles se contentavam.
Entretanto, para sentar no trono com Jesus é necessário antes casa e ceia – intimidade. É na relação com Ele que vamos compreender o projeto de Deus para nossas vidas.
E Jesus termina a carta dizendo, “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”, nos deixando claro que a mensagem daquela carta é exortação para todos os que creem nele como Senhor e Salvador.
Por está razão, a minha oração é que eu e você, hoje, possamos ouvir o que o Espírito nos diz.

Roseli de Araújo
Escritora e Psicóloga clínica

Observação: Este é o último texto desta série. Espero que o Senhor tenha edificado sua vida.

1.    Lucas 19:10;
2.    Gênesis 1-3;
3.    Lucas 22:41-44;
4.    Mateus 27:46

quarta-feira, outubro 16, 2019

As consequências do orgulho na vida da Igreja – Temos tempo para ouvir Jesus?



foto do blog - aprendendo-a-ouvir-o-coracao-do-outro


Os laodicenses pensavam estar bem. Tinham certeza que eram abençoados por causa da excelente situação financeira e por viver em uma cidade próspera.
Porém, Jesus aponta que algo importante estava faltando ao afirmar que Ele estava à porta e batia. E se alguém o escutasse, entraria e cearia.
O problema deles consistia na relação superficial que mantinham com Jesus - o Senhor e Salvador, uma vez que chamados para participar da intimidade dEle, os deixavam do lado de fora de suas vidas.
 Jesus os adverte que se alguém entre eles ouvir e abrir a porta, Ele entra em suas vidas e participa da intimidade deles como também permite que eles participem da Sua.
Contudo, parece que os laodicenses distraídos com tanta coisa boa que acreditavam ter, corriam o risco de não ouvir o chamado de Jesus para a intimidade.
Será que vivemos tamanho risco? Temos em nossa vida tempo e espaço para termos intimidade com Jesus? Ou como os laodicenses, estamos distraídos com tantas coisas ao nosso redor?
Os laodicenses estavam surdos por causa da sua fartura, e nós? Seriam os nossos problemas, nosso casamento, nossos filhos, nossa casa, nossas vãs filosofias, nossos sonhos ou a nossa luta pela sobrevivência?
O convite de Jesus ecoou para eles e segue para nós até a sua vinda. Se ouvirmos a sua voz teremos oportunidade de casa e ceia – intimidade com Ele. Sem ouvi-la, não tenha dúvida, estaremos diante dEle -miseráveis, pobres, cegos e nus.

quarta-feira, outubro 02, 2019

As consequências do orgulho na vida da igreja – O que fazer para deixar o orgulho



‘Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo’.Apocalipse 3:10-20


O amor de Jesus é diferente do amor dos seres humanos. Ele faz o necessário por aqueles que Ele ama. Se eles precisam de repreensão e disciplina, então, Jesus não se faz de rogado, repreende e disciplina.
Em nossos dias, as palavras de repreensão e a disciplina não são bem-vindas. Temos uma geração de pais que acreditam que não podem traumatizar seus filhos em nome do amor, e os poupam da repreensão - educação, tão necessária para a vida em sociedade. Então, o caos se instala. Sem disciplina os homens ficam perdidos, sem foco, sem direção.
E assim estavam os laodicenses. Eles tinham se perdido da verdadeira proposta do evangelho. Haviam deixado de olhar para Cristo por acreditarem estarem seguros em suas riquezas.
Jesus não os poupa. Ele os quer de volta. Ele deseja estar a mesa com os laodicenses. Contudo, para isso há uma condição, Laodicéia tinha que ser diligente e arrepender-se.
Para quem acreditava ter conquistado tudo, ter que ser diligente em alguma coisa talvez não fizesse muito sentido. Entretanto, o contexto nos esclarece o que Jesus quer dizer com diligencia. Ele diz: ‘Eis que estou a porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo’.
Jesus não diz se alguém ouvir a batida da porta, mas ‘se ouvir a minha voz’. Fica claro que na medida em que os laodicenses foram alimentando a autossuficiência, foram perdendo a capacidade de ouvi-lo.
Que coisa terrível. Que cena estranha. O Senhor do universo não sendo ouvido por aqueles que Ele deu a sua vida.

Entretanto, Ele segue fiel em seu amor. Ele os fere em sua vaidade ao dizer que eles são miseráveis, pobres, cegos e nus. Porém, Ele bate à porta. Ele deseja sentar novamente a mesa com os laodicenses e cear com eles.
A condição para os laodicenses é de voltar os olhos para a Palavra e arrepender-se. Sem ouvir a Palavra não há como o arrependimento brotar, mas no ouvir a Palavra, a fé vem2. Qual era fé que eles precisavam resgatar?
A fé que só em Cristo reside toda riqueza e toda plenitude. Só em Jesus podemos todas as coisas3. E sem Ele a igreja é miserável, pobre, cega e nua.

Referência:
1. Proverbios 27:6a
2. Romanos 10:17
3. João 15:3