terça-feira, fevereiro 09, 2016

Quem dera...


Quem dera que as flores fossem apenas para enfeitar jardins, e jamais velórios de pessoas que amamos.
Quem dera que os rios corressem só para mar, mesmo com obstáculos, e jamais fossem contaminados com lama que os homens poderiam controlar;
Quem dera os amigos fossem sempre bem vindos, sem nenhuma expressão de dor ou espinho;
Quem dera a verdade imperasse, mansa e suave,  poderosa e majestosa, controlando assim nosso mundo que carrega caixas fechadas, por lembranças que já esquecemos, pesando assim nossa alma.

Quem dera que todas as insônias fossem porque a alma está feliz, e, desperta pelos sonhos que sonhara outrora, contemplando com o olhar infantil o brinquedo novo que desejara.



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