quinta-feira, março 03, 2016

Sou ou estou carente?




Sou ou estou carente?
Sei lá, o que me importa?
O que preciso é de braços em minha volta.
Meu coração cansado da morte que ronda meus passos,
procura abrigo no peito de quem nada pergunta, porque a alma está farta de momentos que as palavras cansam...

Meu olhar antes tão suave, agora pesa a angústia de quem não sabe que abismo é esse.
E saio a procura de algo que não está em mim, e o que me empurra é o que me dá medo.

Então, volto ao mundo da infância, preciso de colo!



Do abraço do pai que se fez distante,
Da mãe que se fez rival,
Do irmão que me deixou sangrar, até deixar de ser sangue.

Preciso de colo, como aquela criança que confia sem nada temer,
Preciso do abraço que não pergunta quanto tempo vou ter,
Preciso do olhar que nada julga, mas que se abaixa para não me expor.

Eu hoje corro para os braços dos amigos, do amor, dos irmãos.
Braços de carne, que falam do Deus de amor.





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