quarta-feira, maio 04, 2016

Surjo





Surjo das cinzas.
Do fogo das decisões erradas, dos caminhos que não deviam ter sido trilhados. Do olhar que não era para ser visto. Das promessas que não deveriam ter sido feitas. Dos beijos que não me pertenciam. Dos abraços fora do tempo.



Eu surjo da descrença de mim mesma, da culpa que esmaga, do eco de vozes dizendo, 'de novo'?




Eu surjo da vergonha frente a acusação que grita... Mas, ainda que envergonhada eu esteja, levanto meus olhos e, encontro Jesus, a me dizer, 'mulher quem te acusa'?


Busco em vão ver quem me acusa, contudo, me deparo com meu próprio coração que se agita com as lembranças que trago do vivido... E percebo que o meu pior carcereiro é o meu próprio julgamento.
Mas, ouço a voz do Mestre, a ecoar com amor, 'Vai filha, recomece e, não peques mais'


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