sexta-feira, setembro 14, 2018

As crônicas da academia – Os "burpees" e as dificuldades da vida




A minha grande dificuldade para executar alguns exercícios no crossfit são os meus joelhos. Ora um melhora, ora o outro emburra.
Já fui ao ortopedista, fiz fisioterapia, sigo as orientações dos coaches. Faço os exercícios com as bands para fortalecer as pernas, não executo aqueles que produzem maior impacto, uso gelo e com muita tristeza e resistência guardei os saltos. A única coisa que ainda fujo é da dolorida liberação (a Márcia que o diga rsrsrs).
Os vilões dos meus joelhos são a minha amada psicologia e o tempo que passo escrevendo, e não o crossfit como alguns pensam. Entretanto, se não fosse à perseverança de ir ao CT Skill Box eu já estaria entrevada, com certeza.
Lembro que para conquistar a graduação tive que aguentar o cansaço, dificuldades financeiras, barulhos durante as aulas, trabalhos em grupos que poucos queriam fazer, professores ruins, outros mais ou menos, alguns exigentes demais e dias e dias sentada em cadeiras duras e salas quentes. Porém, quando peguei o canudo na mão, de um curso que sonhei a vida inteira, pensei que ia explodir de tanta alegria e gritei: Valeu a pena.
E não tem jeito, as dificuldades fazem parte da vida. Elas são muitas vezes como o “burpee”, exercício complexo e nada fácil.
O “burpee” começa com agachamento, com as mãos apoiadas no chão, em seguida as pernas são jogadas para trás e volta a posição de agachamento, finalizando com um salto com os braços levantados para cima. E ficamos suados e cansados rapidamente ao fazê-lo. Porém, o “burpee” trabalha muitas partes do corpo, define os músculos, ajuda desenvolver força e resistência, aumenta a freqüência cardíaca, auxilia no equilíbrio e coordenação e dizem que pode queimar até 300 calorias em 30 minutos.
As dificuldades da vida trabalham os músculos da alma, nos colocando em movimento, em busca de novos caminhos, nos mantendo de pé no barco diante do mar bravio, nos ensinando a calcular e pagar o preço de adiar os desejos, nos fazendo aguentar o gosto amargo do remédio até que a cura chegue, nos fortalecendo a vontade de levantar da cama quente na manhã de inverno, e nos levando a zombar da preguiça e cruzar o portão rumo a academia.
Tantas vezes as dificuldades são presentes da vida que não gostamos, entretanto, ao não nos dobrarmos a elas, produzem em nós à ilustre perseverança. 
Os meus joelhos, por vezes me desanima e irrita, contudo, já percebi que perseverança é qualidade a tecer os vencedores.
Quem dela não se apartar no crossfit evolui cada vez mais nos complexos exercícios.
Na vida, a perseverança faz os guerreiros estrangular o eu não quero, eu não gosto, eu não vou fazer isto, calando as murmurações, espantando os desânimos e os desafetos. Ela torna o sonhador realista, sem deixá-lo perder a alegria de perseguir o seu foco.
Na perseverança conquista-se os sonhos.

Por está razão,  vamos perseverar!

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