sábado, junho 03, 2017

A injustiça ignorada é guerra levantada

Não vale a pena ignorar a injustiça! 
Ela, pode fermentar guerras. Mas, se ignoradas, não devemos nos assustar com as batalhas nascidas.

Veja como os benjamitas por não buscarem a justiça, quando os homens de Gibeá violentaram a esposa de um levita ao ponto de matá-la, provocaram o massacre de um exército, além da destruição de cidades. A matança foi tão grande que nem seus animais foram poupados. E eles, quase foram extintos como tribo de Israel. E tudo nasceu porque eles ignoraram a injustiça (Juízes 19,20).

A injustiça é mesmo coisa que não se brinca. E, mesmo aquelas que se apresentam como uma simples goteira, no passar do tempo, ela enche de ira o tanque do coração. Suscitando assim, no comum da vida, guerras que nasceram de coisas que vimos, mais não buscamos tratar.

Basta, tratar um filho melhor do que o outro, para que o ódio possa se tornar uma possibilidade entre irmãos. Se a desigualdade social impera, é certo que a violência vai crescer, e nós seremos reféns em liberdade. Se o chefe abusa do poder, não demora que os liderados os sabotem, ainda que seja cuspindo na xícara de café. Se o marido se apropria de forma indevida de ser o cabeça do lar, oprimindo sua esposa, é certo que o amor vai morrer, e uma mulher estrategista nascerá para se aliar aos filhos, aos parentes, aos de fora, para tirar dele, o que ele, nem em sonho imagina.

Subestimar a injustiça não é sábio. Seja grande ou pequena aos nossos olhos, é certo que traz em si a semente das mais cruéis batalhas. 

Que o Senhor da justiça, nos faça livres de ignorá-la

quinta-feira, junho 01, 2017

O cisco do olho de Ana

Ana, estava ali a chorar sua dor na presença do Senhor.  Queria orar silenciosamente, mas tão angustiada estava que seus lábios se moviam com a força da sua agonia. 

Eli a observava da sua cadeira."Seria ela uma prostituta? Dessas que adentram sempre o templo embriagadas com o vinho?"Não se contendo, caminhou em sua direção e a repreendeu por estar alcoolizada,  exortando-a, abandonar o vício. (I Samuel 1)
Fico me perguntando, porquê Eli não se aproximou para ouvir Ana, antes de expressar qualquer opinião que tinha a seu respeito. Do lado de fora, lendo a história, eu penso que era o sensato a fazer. 

Afinal, Ana só movia os lábios em silêncio. Ela não dava nenhum show, e só olhares atentos poderiam ver o que se passava em seu semblante.
Ana, se defende, explica que estava com sua alma amargurada. Ela sofria por não ser mãe, o que era considerado maldição em seu tempo. Eli ao ver que Ana não estava bêbeda, despede-a com palavras de paz.
Estranho... não havia palavras de paz antes, apenas, um julgamento, baseado, quem sabe, em outras mulheres que adentravam o templo dominadas pelo vinho. 

Eli, desobedeceu a ordem de Jesus que diz para não julgarmos, porque assim seremos julgados.  E veja como Jesus tem razão, estou aqui a julgar a atitude de Eli. Aprendo que o julgamento é como um bumerangue, ele sempre volta. Afinal, sendo pecadores como somos, todos nós temos algo para se arrepender diante do Pai. Todos precisam de misericórdia e perdão.

Entretanto, o religioso legalista se esquece disto! Como o sacerdote Eli, corrigi o que não entende sobre o outro, sem ser capaz de confrontar os seus próprios pecados. 

A história deste sacerdote, nos mostra que tal foi sua complacência com os pecados dos seus filhos, ao roubarem as melhores ofertas do povo de Deus para o Senhor, que toda sua família sofreu a maldição de não ter vida longa. Sua geração não chegou a terceira idade. Deus mesmo eliminou a força deles (I Samuel 2:27-30).

Tudo aconteceu porquê Eli viu um cisco no olho de Ana, porém, não viu a trave que estava em seus olhos. Quando isso acontece, o ouvir se torna atitude de segunda ordem, o que domina é a nossa primeira impressão das pessoas e dos fatos, nos tornando incapazes de ver quem somos.

Que o Senhor nos ajude a tirar a trave do nosso olho, antes de ver o cisco no olho, do nosso irmão (Mateus 7:3-5). Que o bumerangue do ouvir seja o primeiro, sempre, atirado por mim e por você.(Tiago 1:19).







terça-feira, maio 30, 2017

Confesso tive medo - Um novo diagnóstico

Semana passada levemos um grande susto! Quinta pela manhã o Orlando, meu marido, acordou com o olho inchado e dolorido. Não entendemos nada.
Na sexta, fomos ao médico. Ele não compreendeu o que estava acontecendo. Afinal, o antibiótico parecia ter surtido efeito nos dias anteriores, e por 7 dias, acreditamos que ele iria ficar curado. 
Nos momentos seguintes, confesso, o medo parecia querer tomar conta do meu coração. Sua pálpebra inchada, e globo ocular dolorido e vermelho, me acenava algo catastrófico. E, fomos encaminhados para outro especialista da oftalmologia. 
Minha alma gritava: 'Que vento era aquele que por alguns dias se tornou brisa, porém, agora, tempestade que prometia destruir algo tão importante? 
Tentei me acalmar, contudo, as lembranças do que vivi em 2003 me assombravam. Naquele ano, eu havia passado, também, pela possibilidade de perder o meu olho esquerdo. Impressionada fiquei com a força das lembranças, que pareciam trazidas por um furação, para a superfície da minha alma. Então, lutei para que angústia não dominasse meu coração - Batalha difícil quando se têm, no passado, a mesma vivência. E, foi com muita angústia que cheguei ao novo médico.
Meu marido, mantinha a expressão calma, mas uma sombra de tristeza estava refletida em seu rosto. Eu desejava tanto que ele não passasse por aquele momento...Se eu pudesse tomaria toda aquela tristeza em minhas mãos...! Porém, nesta vida de mistério, cada um viverá a sua própria história.

O novo médico, nos inspirou confiança, já nos primeiros minutos da consulta, e fiquei com a sensação de que o vento se acalmava um pouco.  Levantando a hipótese de ser um pseudo tumor, introduziu corticoide. Após a primeira dose no sábado, já vimos melhora. No domingo, parecia um milagre o seu olho já aberto. Na segunda, sem inchaço, sem vermelhidão e sem dor. Fomos ao retorno. O médico demonstrou alegria em ter acertado o diagnóstico. Saí de lá tão aliviada que parecia que tinha tomado uma dose alta de ansiolítico.

Os ventos ainda não se acalmaram por completo, o remédio produz muito efeito colateral. O médico nos avisou que com a redução da medicação que irá ocorrer no decorrer do tratamento - que será por 35 dias - a inflamação pode retornar.

Contudo, Jesus está no barco, e eu havia me lembrado desta realidade em todo tempo. Mas, naquele momento, Ele me pareceu estar dormindo. Confesso, desejei dormir com Ele, entretanto, não consegui, minha fé, não foi suficiente. 
Eu sei que Ele sabe a hora de levantar e acalmar os ventos definitivamente. Eu sei que em suas mãos está todo o poder, e nem um fio de cabelo cai da minha cabeça sem sua permissão. Sim, eu sei! Mas, o saber não é suficiente!!!

Eu também sei que Ele me pergunta: 'Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé? (Marcos 4:40).
Eu estou como os discípulos, apavorada e perguntando: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
Descubro (envergonhada) que necessito urgentemente conhecê-lo mais, para que os traumas dos ventos vividos, não me roube o descanso, ao lado do Mestre que no meu barco, comigo, segue.  

A Ele, toda gratidão por sua presença, apesar da minha pouca fé.
(Mateus 28:20).






sábado, maio 27, 2017

Palavras, tijolos da paz ou da guerra?

Palavras, palavras, quanto poder vocês guardam!!!
Veja como os efraimitas, incomodados por achar que Jefté os desconsideraram por ter ido a guerra, contra os amonitas sem eles, proferiram 'palavras duras que suscitaram a ira'(Provérbio 15:1), fazendo com que 42 mil homens tombassem, deixando suas esposas, mães, pais, filhos, amigos... Ai que pena!(Juízes 11).

Porém, que alegria é ver Gideão decidindo construir, com suas palavras, a paz entre eles (Juízes 8:1-3). E, mesmo quando confrontado pelos efraimitas, pela mesma razão que Jefté, evitou uma guerra que poderia ceifar tantas relações.

É interessante ver Gideão com suas palavras brandas, desviando a ira dos seus irmãos. Ele, certamente obedeceu ao ensino de Paulo,
que exorta a considerar os outros superiores, e nada fazer por partidarismo ou vanglória', ao dizer aos efraimitas: 'Que é que eu fiz, em comparação com vocês? O resto das uvas de Efraim não são melhores do que toda a colheita Abiezer? Deus entregou os líderes midianitas Orebe e Zeebe nas mãos de vocês. O que pude fazer não se compara com o que vocês fizeram! Diante disso, acalmou-se a indignação deles contra Gideão (Juízes 8:2,3)', e uma guerra foi evitada.


É mesmo uma desventura nem sempre considerarmos o que podemos fazer com as palavras, mas elas, são capazes de construir ou destruir relações.

A verdade é que o humano abriga em si brigas, que produzem palavras que até eles desconhecem. Porém, uma simples suposição, uma percepção equivocada dos fatos, uma análise solitária sem ouvir o outro, faz com que elas, as palavras, frutos das brigas  trazidas, conhecidas, se tornem por todos.  

E, por isso, vemos pessoas de uma mesma fé, de uma mesma família, de uma mesma empresa se tornando inimigas, quando a amizade era uma semente pronta, para germinar e produzir frutos entre elas.

Contudo, é maravilhoso pensar que o humano que abriga brigas, tem em si a possibilidade de Gideão, de construir com suas palavras, a tão sonhada paz em suas relações.


quinta-feira, maio 25, 2017

Quando a mágoa vence perdemos o que é precioso

Quando um projeto é movido por mágoas que trazemos do passado, nossos relacionamentos correm um grande risco de morrer.
Jefté queria vencer a qualquer custo os amonitas porquê desejava ser chefe dos seus irmãos, que um dia o havia expulsado da casa do seu pai, por ser ele filho de um prostituta, certamente, cananéia.
Movido pelo orgulho ferido, prometeu ao Senhor oferecer em holocausto, a primeira pessoa de sua casa que saísse ao seu encontro quando retornasse da guerra. Para seu desespero, sua única filha, é quem vai ao seu encontro ( Juízes 11) . 
Para quem perdeu um filho sabe que essa dor não tem nome, agora como descrever o que viveu Jefté por ter sido ele o responsável direto pela morte da sua filha?
A história relata que Jefté liderou por muito pouco tempo, apenas seis anos, e morreu. Teria sido o seu sofrimento emocional a causa da sua morte tão rápida? Eu creio que sim. A tão desejada vitória de Jefté que o fez chefe de quem um dia o humilhou, agora, não era suficiente para aplacar a dor da culpa pela morte da sua filha. 
Na verdade, qualquer projeto motivado por mágoas não pode ser bem sucedido. Não compensa conquistar lugares, títulos, bens, e perder nossos relacionamentos mais queridos. 
Que o Senhor nos ajude! Que as nossas dores não sejam o motor dos nossos projetos pessoais, e as nossas mágoas, não nos roubem o que de melhor possuímos. 


terça-feira, maio 23, 2017

Ser vencedor pode se tornar um perigo

Faça o que tem que ser feito, mas saiba que ao ter sucesso no que fizer, os inimigos se levantarão. Principalmente, aqueles que como você foram convocados, e muitas vezes, até por você para ajudar, mas não se dispuseram. Esteja certo de que diante da sua conquista, não suportarão conviver com o fato de que você teve a iniciativa e a coragem de arriscar, quando eles de braços cruzados, mostraram seus medos, sua omissão, sua preguiça, sua falta de fé. 
Aconteceu o mesmo com Jefté. Em Juízes 11 e 12, lemos que os homens de Efraim, ao serem convocados por Jefté para a batalha contra os amonitas, não foram lutar com eles pela libertação de Israel. Mas, após a vitória de Jefté se levantaram contra ele para guerrear, alegando não terem sido chamados para a batalha.
É mesmo um absurdo!!! Que os mesmos homens que foram chamados e não foram, agora, se levantem com uma força e coragem  que não demonstraram ter antes. Eu me pergunto de onde nasceram esta força e coragem? Certamente não foi de Deus!

Por esta razão, meu amigo, não se assuste!
 Esta atitude é mais comum do que imagina. Se hoje experimenta o ódio de alguém porquê você fez o que deveria ser feito, não se incomode, segue libertando "a Israel".

Mas, não faça como Jefté. Não levante contra seus irmãos, não tome suas fronteiras e não mate ninguém que queira atravessá-las.

Olhe para Jesus, o filho de Deus. Ele veio nos ensinar como tratar os nossos inimigos. Ele nos mandou orar e abençoar os que nos perseguem (Mateus 5: 43-48). Ele nos dará armas que não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir as obras do diabo. 
Ele nos ensinou que é contra o diabo que lutamos, jamais contra as pessoas (Efésios 6:12). As pessoas, Ele nos ensinou amá-las.
Que Ele nos ajude.

domingo, maio 21, 2017

Quem está ai?

O Barquinho falava com certo orgulho na voz, e disse para o Mar.
- Viu quem embarcou em mim hoje?
- Vi, aquele pregador que estava na praia – respondeu despercebido.
- Ah... meu amigo, não é só um pregador.
O Mar, sonolento e com certa ironia, respondeu querendo terminar logo aquela conversa.
- É mesmo Barquinho, me diga quem é?
- Ele é um grande profeta, e dizem que Ele vai salvar a todos os que crerem nEle, e até a natureza vai ser um dia poupada, dos homens e dos seus inimigos invisíveis – disse empolgado em tê-lo em sua popa.
-É mesmo? - Pensou, 'Este Barquinho não tem mesmo noção de coisa alguma, e muito menos de quem é'- E o que ele está fazendo agora? 
- Neste momento, dormindo – respondeu o Barquinho animado.
O Mar deu uma gargalhada que ecoou longe. Ele ria da simplicidade daquele seu colega.
- Não diga que acreditou nesta balela - prosseguiu com sarcasmo.
Mas, foi interrompido em seu discurso. 
O Sr. Vento tinha ficado de repente muito irado, e começou a soprar fortemente. Enjoado e nervoso, o Mar começou a formar altas ondas, tentava se conter, porém não adiantava o seu esforço. Vendo que ia destruir o Barquinho, disse.
- Acorda esse seu passageiro Barquinho, não quero destruir você. Ele não é o salvador do universo? – Estava desalentado com sua impotência diante da ira do Vento, e jorrava de ironia para tentar conter o seu medo.
O Barquinho, assustado e temendo romper e afundar, nem conseguiu responder ao Mar.
De repente, uma voz inconfundível, também foi ouvida ao longe. O passageiro do Barquinho que tinha sido acordado por seus discípulos, se levantou e calmante disse:
- Aquiete-se.
E o Sr. Vento, irado, manso se fez. 
O Mar perplexo diante da autoridade daquela voz, temeu e disse ao Barquinho.
- Como pode sendo pequenino, ter uma autoridade em você com tanto poder?

O Barquinho tão extasiado estava que nem conseguiu responder. Mas, seguiu navegando nas águas do Mar, que agora, como o seu passageiro, dormindo estava. 

sexta-feira, maio 19, 2017

Estou relendo o livro de Juízes. E, me encontro com Débora debaixo da tamareira a ouvir a voz de Deus, e orientar o seu povo, Israel.
O povo, estava vivendo sob a opressão de Jabim, porquê mais uma vez não compreendeu que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:3).  E, escolhas são escolhas, e, não dá pra fugir de suas consequências. Então, Israel, o povo de Deus, ficou sobre o poder de um homem muito cruel.
Certamente que não há nada mais terrível do que viver sobre o poder de alguém que é amigo da maldade. Imagina como foram difíceis esses dezoito anos para Israel?
Em nossa volta é possível ver as marcas do sofrimento, geradas pelo poder de pessoas cruéis sobre a vida de outras, que escolheram fazer o que Deus não tinha e não têm para elas. Com isso, não estou dizendo, que tudo que acontece com as pessoas é porque fazem coisas que Deus reprova. É claro que estamos cercados de mistérios e tantas possibilidades que não cabe qualquer julgamento diante da dor de alguém (Mateus 7:7).
Porém, olhando para o passado, num exercício comigo mesma, posso reconhecer que um dia estive vivendo coisas que me oprimiram, trouxeram lágrimas incontáveis, desesperança e angústia, simplesmente por fazer o que o Senhor reprovava. E, bem sei que por causa do pecado que habita em mim, é sempre uma possibilidade tomar o caminho que o Senhor desaprova, ainda que seja, nas coisas mais insignificantes aos meus olhos. Por essa razão, escrevo sobre isto com temor, e não com julgamento. Porém, nesta história de Juízes 4, as marcas do sofrimento era por causa da escolha de Israel em fazer o que o Senhor reprovava.
E, aprendo que é possível que a dor sentida seja fruto da escolha por uma pessoa para se casar, que Deus não escolheu. Que o sofrimento financeiro e o nome sujo no serasa, seja por ter entrado numa sociedade que Deus não aprovava. Que a angústia que deixa a alma em frangalhos, ainda que produza dinheiro, seja por um emprego que sua prática induz a atitudes, as quais, a bíblia é clara que Deus não admite. Que a falta de perspectiva e sentido para vida, seja por se submeter a tiranias de pessoas que não deixam cumprir o ide dado por Deus.
Infelizmente, é possível que o sofrimento sentido seja por não compreendermos que a vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável.
Mas, louvado seja o Senhor pela possibilidade de que Ele mesmo, ainda que um dia, tenha nos colocado nas mãos destas pessoas, se compadeça de nós ao clamarmos por ajuda, e hoje, Ele nos traga a libertação.


quarta-feira, maio 17, 2017

As vinte chineladas

Eu sou essa menina de boca aberta rsrsrsr...
Quando eu era criança, certa vez fiz algo que não devia, e minha mãe pegou a chinela para me bater. Ao vê-la vindo em minha direção com a chinela empunhada na mão, corri e me tranquei no banheiro. Minha mãe que nunca gritava, falando entre os dentes, disse para que eu abrisse logo aquela porta, porém, tive uma "brilhante ideia", e disse, 'vou contar primeiro até 20 e depois abro'. Ela, insistiu que eu abrisse logo. Desconsiderando toda sua ordem, executei o meu plano de ganhar tempo. Quando finalmente abri a porta, minha mãe que estava aguardando do outro lado, entrou como um furação e me deu a primeira chinelada e disse, 'isso é  para você aprender', me acertou a segunda, a terceira, e assim fez, sucessivamente, até completar 20 chineladas. Bom, acho que já conseguiram imaginar como fiquei com o bumbum queimando naquele dia, ao descobri que minha estratégia de ganhar tempo não funcionou com minha mãe, e, nunca mais repeti aquela façanha.

Em Juízes vemos  que o povo de Deus teve a "brilhante ideia" de fazer acordos com as nações as quais Ele ordenou que não fizessem, como consequência, eles que tinham experimentado muitas vitórias, agora, iam para as batalhas e o Senhor não os poupavam das "chineladas". Em suas batalhas, 'a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme lhes havia advertido e jurado. Grande angústia os dominavam (Juízes 2:15)'. 

Suas escolhas se tornaram em laços, os quais o Senhor permitiu para ver o coração deles, e Ele mesmo disse: 'Eu as usarei para pôr Israel a prova e ver se guardará o meu caminho e se andará nele como o fizeram os seus antepassados' (Juízes 2:22). 
A história do povo de Israel nos mostra que eles se desviavam sempre das ordens do Senhor, e seguiram levando muitas "chineladas".
Eu sei que aquela menina desobediente seguiu dentro de mim, na verdade, a bíblia ensina que os seres humanos trazem a possibilidade de pecar porque eles são por natureza corrompidos, e como o povo de Israel, muitas vezes levo minhas chineladas do Senhor por não compreender que Ele não negocia suas ordens.
Seja a ordem qual for, grande ou pequena, aquela que consideramos não tão importante, quanto aquelas que consideramos, Deus não negocia a sua vontade. Talvez por isso vivamos dominados por tantas angústias e cercados por tantos inimigos.
Contudo, o que me impressiona no Deus da bíblia é a sua misericórdia. Mesmo diante de um povo desobediente, Ele levantava um juiz para os salvar das mãos dos seus inimigos, Ele ouvia o gemido deles, diante daqueles que o oprimiam e os afligiam (Juízes 2:18).
E esta misericórdia, expressão clara do seu amor por nós, é o que nos garante a libertação em nossas vidas, como tantas vezes chegou para o povo de Israel. Por isto, vamos clamar! NEle há copiosa redenção.








segunda-feira, maio 15, 2017

A luta contra a bactéria segue

As pessoas têm perguntado como vai meu marido na luta contra o inimigo invisível que encontrou o seu olho esquerdo. Fico com o coração aquecido e feliz em responder a essas perguntas porque elas revelam o interesse e o carinho que os irmãos e amigos demonstram com a nossa vida. Muito obrigada!!!
A batalha continua. O médico decidiu insistir com o segundo antibiótico por um tempo mais longo. O antibiótico parece conter a infecção, porém o olho no decorrer do dia sofre muita alteração, o que sinaliza a guerra contra essa bactéria que parece resistir bravamente. 

No momento, está abrindo um pouco mais o olho porque o inchaço diminuiu, porém, o médico nos disse que debelando a infecção, após oito meses, ele terá que fazer uma cirurgia para reparar a sua pálpebra. A ressonância que fez mostrou que a bactéria migrou para o osso do nariz, para orbita e para o osso da fronte acima do olho esquerdo. Ele segue com fortes dores de cabeça, o antibiótico ataca o estômago e o deixa muito cansado, e ainda continua afastado do trabalho. 

A despeito de toda interrupção dos seus planos, sua fé em Cristo o manter com paciência e com o seu bom humor de sempre. Contudo, o que tenta nos pré-ocupar é a interrupção do antibiótico, porque na primeira suspensão, em poucas horas o olho ficou bem inchado e teve febre alta. O médico que o está acompanhando, agora, semanalmente, já nos alertou de que essa situação é anômala, e caso o medicamento não produza o que se espera, ele terá que buscar outro tratamento.

Têm momentos que o coração aperta com tantas dúvidas frente ao futuro incerto, mas, nós decidimos confiar no Senhor, o Criador, o Soberano. Sabemos que Ele detém em suas mãos todo o poder, e que sabe o que é melhor para nós, por mais estranho que os nossos caminhos nos pareçam. Na verdade, o nosso descanso está no fato de que Ele já fez por nós o maior de todos os milagres. Ele enviou por nós o seu Filho amado, Jesus Cristo, a quem amamos por sermos amados primeiro ( I João 4:19).
Seu amor é com certeza o que sustenta o nosso sono nestes dias de incerteza. E, seguimos confiados em sua misericórdia e na promessa de sua palavra que nos afirma que muito pode a oração daqueles que tiveram suas vestes lavadas pelo seu sangue (Tiago 5:16). Por essa razão, eu peço aos irmãos que não deixem de orar por nós, nos ajudando nesta guerra, até que o Senhor cumpra em nós, todo o propósito que Ele tem nesta situação. 
A Ele, toda glória, por sua presença tão constante.









domingo, maio 14, 2017



 Perdão meus amigos on line, principalmente as mães, por não gostar desta data em especial. Na verdade, cada vez mais vou ficando embirrada com tanto comércio.
 Concordo que as datas podem ser usadas como um momento de reflexão, de avivar as lembranças, mas, mesmo sabendo isto, continuo não gostando.
A maioria dos textos com este tema acho enfadonhos! Afinal, mãe cansa, mãe chora de raiva, mãe erra no educar, mãe tem vontade de sair correndo e nunca mais voltar, mãe tem que segurar o ar quando os filhos insistem em manter o quarto desarrumado, e desconfio que mãe, de vez em quando, só não quebra o computador, o telefones, ipods, tablets (tantas outras tecnologias) porquê foram elas mesmas que compraram.
O que sei é que mãe é gente! E fico impressionada com tantas mãe neuróticas diante destas expectativas sociais absurdas que são colocadas sobre elas. Não é brincadeira tentar ser deus na vida de gente que tem liberdade de  fazer suas escolhas.
Talvez por isso, o tempo todo sentem-se culpadas. Se os filhos dão certo foi porque absorveram bem a educação que receberam, mas se não... Serão levadas para a cruz, podem ter a certeza. E, até mesmos os filhos a acusarão de que não foram nada porque elas não os educaram direito.  É mesmo o cúmulo da falta de responsabilidade diante da própria vida!
Por tudo isso não gosto desta data!
Mas, ser mãe eu gosto! E sendo a vida um extraordinário presente, é mesmo um privilégio ser instrumento de Deus para trazer ao mundo um ser humano. Também gosto do amor que podemos sentir por um filho. É algo que não tem medida, por eles caminhamos a segunda, terceira, quarta... E tantas outras milhas.

E, para as mãe que gostam de ser mãe como eu, desejo um dia bem feliz!

sexta-feira, maio 12, 2017

Cadê Cristo Jesus?


Como igreja ficamos tantas vezes com a sensação de que perdemos os nossos fundamentos, ou fomos fundamentados com tanta mentira que custamos reconhecer o que de fato é de Cristo ou não. 

São tempos difíceis demais!!!

Contudo, existe uma marca que é inconfundível. Ele diz que nós seríamos conhecidos pelo amor (João 13:35). Eis ai um chão firme para apoiarmos nossos pés, uma régua para sabermos se estamos ou não, no caminho certo. 

Na bíblia, porém, o amor não é um conceito abstrato, não é uma frase de efeito. Para entendê-lo temos que olhar para como Jesus Cristo viveu. 

E a bíblia  nos relata que Ele caminhou com os pecadores, sem se envolver com o pecado; andou a segunda milha com seus discípulos até que eles amadurecessem; suportou em silêncio as acusações sem nenhum fundamento; confrontou a religiosidade dos fariseus que tornavam a vida pesada dos outros, enquanto eles mesmo não viviam nada do que falavam, mas também foi a sinagoga para lhes ensinar o caminho da verdade. 

Ele tinha paciência, Ele era bondoso em suas palavras e ações. Ele não tinha inveja dos poderosos, e mesmo com todo o poder, só usou para fazer o bem aos outros, e vemos que  assim Ele verdadeiramente não procurava os seus próprios interesses ( ICoríntios 13:4). 

Tudo sofreu, foi para cruz, morreu, ressuscitou, e agora está assentado a direita do Pai vivendo para interceder por nós (Isaías 53, Hebreus 7:25). Ele continua crendo, esperando, suportando por amor a nós, até aquele dia em que voltará para nos buscar. Aleluia!

E com Jesus vamos descobrindo que o amor é a capacidade de obedecer a Deus a ponto de viver como Ele quer e morrer pelo que Ele quer.  
Que amor extraordinário!!!
 Que modelo!!! 
Seria possível imitá-lo?
Certamente que para nós é impossível (Mateus 19:26), mas para Deus em nós, tudo é possível (Colossenses 1:27). 
Nisto eu creio, e você?

quinta-feira, maio 11, 2017

Ouvi não é pra qualquer um



Quando meu filho era pequeno, sempre ia nas férias visitar seus parentes em São Paulo. Eu ficava um pouco chateada ao perceber que ao entregá-lo para a aeromoça, ele seguia para o avião sem olhar para trás e ainda me acenava um tchau  de costa. Pensava, 'nossa será que ele não vai ficar nem com saudade?' 
Por muito tempo guardei aquele incômodo comigo ao ir ao aeroporto, porém, certo dia, decidi perguntar o porquê não olhava para trás para se despedir de mim, 'não iria sentir saudade?'
Ele me respondeu, 'mãe, da senhora eu tenho saudade, mas eu tenho tanto medo de perder o avião'. 
Ufa, que alivio!!!  Era só a ansiedade da viagem,  afinal, ele achava sensacional andar de avião. Naquele dia aprendi com meu filho que a única forma de resolve questões assim é conversando, ouvindo o que o outro tem a dizer para não seguirmos incomodados, ou quem sabe muitas vezes chateados por não entendermos a atitude do outro.

Você já pensou em quantas coisas que não compreendemos sobre o outro, e seguimos levantando suspeitas que não têm nenhum fundamento?
Já pensaram em quanta coisa ruim teria acontecido se Israel tivesse entrado em uma guerra desnecessária só por não ter ouvido o porque as tribos de Rúben, Gade e Manassés tinham construído um altar junto ao Jordão?
Diz a história que eles entenderam que seus irmãos estavam se desviando do Senhor, e essa percepção fez nascer no coração deles uma disposição para guerrear, levando-os a se reunirem em Siló com essa intenção. Contudo, decidiram ouvir primeiro o que eles tinha a falar, e uma guerra foi evitada (Josué 22:10-34).


Entretanto, ouvi não é coisa pra qualquer um. É uma tarefa de múltiplas dificuldades, onde a capacidade de olhar para o outro, e refletir que ele tem suas razões é exigida. É ter a humildade de assumir que não estamos vendo tudo, afinal, não podemos enxergar a vida através das lentes que os outros usam. 
Mas, por onde anda a humildade? Tenho a sensação que essa virtude viajou para uma galáxia muito distante, e quase não a vemos mais. 
Talvez por isso estamos a gritar as nossas percepções, a falar do que não compreendemos, a guerrear sem nenhuma necessidade.
Que o Senhor nos ajude, como Israel nessa história, a ouvi antes de qualquer ação. Quem sabe assim evitamos muitas guerras.