Portanto, aprenda com Jesus a observar os pássaros e os lírios do campo. (Mateus 6:25-33)
Roseli de Araújo
Portanto, aprenda com Jesus a observar os pássaros e os lírios do campo. (Mateus 6:25-33)
Roseli de Araújo
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Este texto é do missionário Ronaldo Lidório. Compartilho com você porque ele fala ao coração
O Senhor luta por nós. Ele
conhece os nossos corações, o tempo de nossa vida, os sentimentos não
explicados e o ambiente incerto ao redor. E Ele luta por nós.
Ele que luta por nós, não é um
mero valente do seu povo, um guerreiro de grandes vitórias ou um rei amado pela
nação. É o Senhor todo poderoso, Criador do Céu e da terra, Governante absoluto
de tudo o que existe, feitor da luz e da vida, Rei dos reis.
Controlador do universo, Salvador
da humanidade, Resgatador dos perdidos e Pai de seus filhos. E Ele luta por
nós.
A convicção de que o Senhor dos
Senhores luta por nós produz dois efeitos sobre nossos corações.
O primeiro é de descanso, pois
aquele que controla todas as coisas controla também a nossa vida. Aquele que
rege o universo tem poder sobre nossos corações, relacionamentos, corpos,
provisões e futuro. Descansemos no Senhor que luta por nós. Coloquemos perante
Ele nossas aflições e peçamos o retorno das noites bem dormidas e do riso
aliviado. Ele cuida de nós.
O segundo efeito é de expectativa
no Senhor. Se Ele luta por nós qualquer coisa nova pode acontecer. Qualquer
coisa pode mudar, qualquer situação pode ser consertada, qualquer pessoa pode
ser quebrantada, qualquer pecado por ser perdoado. Se Ele luta por nós podemos,
a qualquer momento, ser curados da
enfermidade mais profunda que amedronta o corpo e a alma.
Descansar em Deus e esperar em
Deus, porque Ele luta por nós.
Encontramos esta palavra de
encorajamento à nossa fé em Deuteronômio: O Senhor luta por nós. Moisés a
proferiu ao povo de Israel em um momento emblemático de sua jornada. Após 40
anos peregrinando no deserto o povo se vê próximo ao rio Jordão, prestes a
entrar na terra prometida. Vivia, assim, o momento de pesado cansaço pela
peregrinação longa e árida e, por outro lado, profunda esperança para entrar na
terra tão esperada. Moisés, usado por Deus, encoraja o povo lembrando como o
Senhor foi fiel no passado. Amanhã não seria diferente. Moisés declara que o
povo ainda passará por muitas provações e que aquele não é, enfim, o momento
final de descanso. Porém, falando sobre reis e reinos que ainda os confrontarão
ele lhes diz: “ não os temais, pois o Senhor luta por vós ”(Dt.3:22).
A caminhada é longa e ainda não
cruzamos o Jordão, mas esta verdade nos levará até o final, na paz de Deus. O
Senhor luta por nós.
Ronaldo Lidório
Naquela manhã
na praia, após sentar à mesa e se alimentar com os discípulos, Jesus demonstra
ter um propósito para além daquela refeição.
Voltando sua
atenção a Pedro, pergunta por 3 vezes, sobre o seu amor por ele. Sua pergunta
repetida vai fundo na alma de Pedro, porque esta era a quantidade de vezes que
ele o havia negado.
Mas, Jesus não
pergunta para ferir mais, o que almeja é ensinar a Pedro que sem ele, Pedro,
não podia ser fiel como pensava ser.
E convida a
Pedro a retornar ao lugar que um dia lhe fora dado, de ser pescador de homens.
Agora não mais confiando em si, mas, tão somente no que Jesus por ele pode
fazer.
E Jesus, ao
chamá-lo de volta, nos ensina o que seu amor pode suprir em nós o que não temos
para oferecer.
Roseli de
Araújo
Escritora e
Psicóloga
(texto baseado
em João 21)
Naquela manhã, Jesus estava na praia. Mesmo sem ser reconhecido pelos discípulos, estava atento ao que acontecia dentro e fora deles.
E os discípulos, naquela manhã, estavam dominados pela fome do corpo e a fome da esperança que sustenta em dias difíceis. Jesus pergunta: Vocês têm algo para comer? Mesmo sabendo a resposta negativa deles. Creio que ele queria que os discípulos nomeasse o que ocorria com eles.
Diante da resposta negativa, manda lançar a rede do lado direito do barco e diz que encontrarão os peixes. Embora, eles ainda não o tivessem reconhecido, obedecem automaticamente, pois, quando não sabemos para onde ir, qualquer direção dada pode apontar um caminho.
Mas, ainda bem que era Jesus na praia naquela manhã. E a rede, antes vazia, agora precisava de muitos homens para carregá-la.
Diante do milagre os discípulos se lembraram do antes vivido e assim viram o Senhor, que já estava na praia.
Eu não sei o que você vive nesta manhã... O que sei é que Jesus está na praia onde seus discípulos estão.
Apenas creia.
Roseli de Araújo
Escritora e psicóloga
(texto baseado em João 21)
Todos estão confusos. Sentem-se
vazios... A vida sem a presença do mestre Jesus os deixava com a sensação de
não saber ao certo o que fazer.
Dentre eles, Pedro tinha o
coração ainda mais dolorido. É difícil enfrentar a realidade de ser menos,
quando se pensou, ser mais. Pelo mestre, acreditou que conseguiria dar a
própria vida. Mas, como todos os outros, o negou.
Naquela noite, sentindo um peso
no peito frente ao futuro que nada o acenava. Ele disse, ‘vou pescar’. Os
outros discípulos que estavam na praia juntaram-se a ele. Afinal,
eram homens do mar, antes de andar com o mestre. E como também não sabiam como
recomeçar, fazer o que se sabe podia ajudar a encontrar de volta o caminho.
Eles pescaram a noite toda. Nenhum peixe apanha.
Exaustos e com fome, retornam à praia ao amanhecer, ainda mais confusos...
vazios...
Mas, o mestre Jesus estava na praia. Contudo, os
sentimentos confusos, ansiedade quanto ao futuro, a fome presente, o cansaço de
lutar e nada ter, roubaram deles ver o que tanto precisavam. Eles não o
reconheceram.
Mas, Jesus estava na praia naquele amanhã, em que a
esperança, parecia uma fumaça a se perder no tempo.
Não se esqueça.
Naquela manhã, Jesus estava na
praia.
Psiu... vou repetir:
Naquela manhã, Jesus estava na praia.
Roseli de Araújo
Escritora e Psicologa
(texto baseado em João 21)
Da cozinha da minha casa, avisto o canteiro ainda sem semente a germinar, e ele, me parece cova, a lembrar o fim da jornada.
A terra que o compõe, por um instante me parece impassível e
orgulhosa, a me contar que é chão para os que caminham e fundamento para casas
que se levantam, que é vaso para todas as plantas, abrigo para os animais,
fronteiras para as águas dos rios e mares, sustento para o trabalho que alimenta
a vida.
Fico maravilhada e desnorteada ao mesmo tempo, diante da potente
terra.
Sei que ela, suga o suor do meu rosto e me anuncia seu
triunfo, quando se desfizer do meu corpo.
Confesso que por alguns instantes, o silêncio da esperança
assombra, até que a Vida a mim sussurra, ‘o meu corpo se tornará sustento,
fundamento, beleza e limite, servindo a gerações futuras’.
E naquele dia quando meu redentor me fizer ressuscitar, verei que a esmagadora morte, apenas e tão somente, foi instrumento, a servir a todos os seus propósitos, nesta vida que, hoje, me pareceu tão frágil.
Roseli de Araújo
Escritora e Psicóloga
Sobre a mesa uma roseira amarela. Seu aspecto muxo e
escuro, revela uma flor sem vigor.
Aproximo. Descubro que o caule rente ao botão está em
processo moribundo a anunciar a morte na bela flor que despontou.
Do outro lado da mesma roseira um botão pendido, toco na
tentativa de salvá-lo, mas o caule rente ao botão se vergou impedindo que a
seiva corra.
Fiquei a contemplar duas flores interrompidas em seu curso.
Até que meu olhar se deteve sobre um botão viçoso com
folhas novas e vi que lá a morte não apagou a beleza da vida que estava
presente.
E percebi que assim eu sou.
Trago um corpo que adoece e se dobra ao tempo. Mas, também um
Espírito a me soprar a vida, não me deixando murchar e nem perder a cor.
Ela queria...
Ela queria apenas uns poucos
minutos sem o celular na mesa. Desejava papear, olhar nos olhos e rir do
simples, juntos.
Ela queria apenas uns poucos
minutos... Não entendia quando e porquê sua presença deixou de ocupar um lugar
em sua vida. E passou a sentir saudade de um tempo encantado, onde um dia
estiveram juntos.
Ah.... Como ela queria...
Ah... Como ela queria aqueles
poucos minutos sentados à mesa! Na tentativa de tê-los, reclamou. Mas, ele
continuava a mirrar e a conversar com as pessoas de outros lugares...
E os dias foram passando. Ela
foi ficando tão só na mesa que deixou de acreditar que os dias passados, com
ele, voltaria.
Então... mais dias se passaram, ela se esqueceu que ele, estava assentado ao redor da mesa.
Afinal, quem resiste a força de muitos dias?
Roseli de Araújo
Escritora e psicóloga
A felicidade é um estado de
reflexo de um rio calmo que o coração deseja encontrar.
Por este rio, os nossos braços se
desgastam. Ah... Como queremos alcançá-la!
Porém, descubro que a felicidade
é estrada para aqueles que aprenderam a não partir sozinhos. A estes, que
buscaram companheiros de viagem e cujos corações se encontraram num mesmo
propósito, o mapa desta geografia tão desejada, foi entregue.
Pois a alegria é fonte certa, onde
estiver dois ou três reunidos, no reino do Pai que em Cristo nos amou primeiro.
Eu me
sento, mas não tranquilamente. Percebo nos sons que me rondam uma opressão. Sobre
ou dentro do peito? Não sei bem.
Carros
lá fora, geladeira a tinir um ruído constante, pássaros cantando do outro lado
da casa, uma mosca zumbindo a perturbar, a moto passando, um caminhão a frear...
Dentro
de mim a urgência, ainda que eu não tenha compromisso com hora marcada.
Pensamentos
vem... há tanta coisa a fazer e o relógio parece correr sem preocupar-se em deixar-me
para trás.
Ao
lado, o telefone, portão amado e cúmplice das minhas fugas, a me convidar ao
vasto mundo que entro através dele. Digo não!
Quero
ouvir o barulho que só se escuta no silêncio, e abraçar a calma que posso
encontrar no Espírito que habita em mim.
Volto
para dentro. Encontro agora o coração mais livre da pressa que o instiga a
fazer, fazer e fazer, a se confortar, no momento do agora.
E me
lembro das palavras de Jesus, ‘observai os pássaros, observai os lírios’, e me
dou conta que a vida não é hoje, a vida é agora.
Li pela
manhã um post que diz que o professor se cala durante a prova, e está é minha
sensação diante das ansiedades que me sobrecarregam. Como o silêncio de Deus
parece assombroso, penso.
Mas, sei que Deus vai abaixando seu tom até o
silêncio diante de mim, como alguém com calma, vai falando cada vez mais baixo
diante de quem grita.
Neste
instante, sei que preciso mais uma vez ponderar a partir do silêncio que fala
mais do que 10 mil palavras. Deixar a consciência se tornar mais consciente. E provar
do jugo suave e do fardo leve daquele que habita em mim.