segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Quando o amor nasce

Amigos, o amor entre o homem e uma mulher é uma das mais fascinante experiências humanas. Você já experimentou?




       Os olhares antes perdidos agora sabem para onde mirar, não há mais a expressão da vida que se fazia solitária, não há nenhuma dor do abraço não dado, e não há o gosto do beijo sonhado, agora os lábios se fazem o presente dos deuses.
       As dúvidas se perderam no abismo... e o medo se foi quando o encontro de dois corações rompeu a estrada vazia, com a força de um amor que pulsa fogo e frescor, pulso e colo, fazendo com que o abraço que segura, se refaz pra nova viagem que se estreia nesse caminho sem volta.
       A vontade antes de ir de mãos dadas, se faz realidade que grita, ante a trama tecida no encontro desta vida que andava distraída, dos dedos que se entrelaçam, agora, num gesto embevecido, encantado, apaixonado.
       E a dor trazida de tantas histórias vividas, se despede... não há mais lugar nesses corações que calçaram a certeza de que o amor é quem desenha essa nova tela, onde tudo o que se queira encontrar, já está.
       O amor que nasce, é fonte que traz vida ao homem. É morte do terremoto da alma da mulher que renasce frente aos escombros do passado, como se o passado, nem mais existisse.

       E assim o amor nasce... tornando desnecessárias todas as palavras, ao acender o olhar, que viu no outro, o brilho dos olhos seus.

Gosto de bingo



Eu penso que a grande diversão de brincar de jogar bingo, é o sorteio das pedras. Quando o número sorteado está na cartela que tenho nas mãos, a festa é certa.
Questionada por fazer muito barulho, sem ter ganhado nenhum prêmio, eu me defendo perguntando, ‘Porque preciso comemorar apenas quando ganho?
Nesta vida feita de pequenas coisas, em que os segundos somados tornam-se minutos, horas, dias, meses e anos, em que as horas de estudos tornam possível o diploma, em que as placas de sinalização ajudam a chegar ao destino, em que os semáforos espalhados pela cidade tornam o trânsito possível, em que cada alimento forma o prato do dia, em que cada letra forma uma palavra, muitas palavras uma frase, muitas frases, um texto. Porque não celebrar o processo, porque não viver com alegria o que hoje eu conquisto, porque não se divertir, se o riso nos faz tão bem?
Nesta vida feita de pequenas coisas, gosto de bingo, mas o que me encanta mesmo é a Vida.
A Vida que me permite ver, ouvir, tocar, cheirar e degustar. A Vida que me traz gente para eu amar, ainda que elas sejam, como a mim, complicadinhas. A vida que não me conta todos os seus segredos, mas me permite desfrutar do mistério sagrado, de ser parte de uma conspiração que durará pra sempre. A Vida que me faz chorar pelas dores, mas que me deixe a promessa que todas as lágrimas serão secadas para sempre.
E eu lhe pergunto, ‘a Vida anda encantando você?’ Ou você há muito tempo deixou escorrer pelos dedos do tempo a beleza do viver. Será que acreditou nas promessas impossíveis dessa cultura burra, que nos diz que ser feliz é ter, ter, ter e ter?
Terá você perdido a simplicidade das conversas sem nenhuma intenção; da alegria de sentar à mesa com os queridos de casa; da beleza que o seu espelho mostra, você; da gentileza com quem cruza pelo caminho; do elogio fácil; da repreensão feita apenas no lugar da falta de exposição; do olhar mais leve frente ao outro que não se comporta dentro dos seus padrões?
A vida é feita de pequenas coisas, por isso celebre a manhã que nasce, você está vivo. Celebre as lágrimas, você está vivo. Celebre o Criador que o fez e o levará para um lugar muito melhor. Celebre hoje.

E por essas e outras, faça da vida um bingo, e divirta-se a cada pedra cantada.  

domingo, fevereiro 28, 2016




Para reflexão, uma frase de Mário Quintana.

DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

sábado, fevereiro 27, 2016

Paixão platônica

A paixão platônica é sentimento que muitas vezes não ousamos nomear, porque sabemos que não é raro as palavras deformar a beleza de um sentimento mantido na memória, e, que nos faz suspirar da saudade do não vivido. Sentimento que acolhemos e carregamos como um tesouro que não pode ser gastado, mas que nos deixou mais rico...


        Um silêncio tácito demarca a linha tênue e invisível que separa nossos mundos. Chegamos próximos, mas longe o bastante para permanecermos distantes.
        Entre nós uma sensação encantadora e lúdica, que faz brotar um silêncio que nos une em um beijo, em que as nossas bocas jamais encontra.
        E assim seguimos no real de nossas vidas, no vazio que preenchermos com o impossível, porém convictos, de que o chão que pisamos é mais firme, do que as nuvens que viajam no céu das ilusões.
         Porém, seguimos sonhando com o que tanto queremos, mas que não habita o real, sentindo nos lábios o gosto saudoso do beijo do nunca.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Quando as palavras nada dizem

Você já teve a certeza de que palavras nada dizem, ou pelo contrário, as palavras confirmam todo veredicto que já foi assinado pelos juízes?
Em vão tenta se fazer entender, mas quanto mais fala, mais se compromete, e com assombro descobre a falta de força das palavras que não dizem nada.
Ai... que dor é viver o tempo de sorrir tão distante de quem a nós é tão caro. Ah... que pena que aqueles a quem mais amamos nos faz sangrar, roubando a beleza de um instante que encena a sua mais bela cor.
Psiu, nova cor? Duvidam!
 Eis ai a loucura a se apresentar com sua veste mais leve.
Pensam, ‘Meu Deus o que fazer pra salvar quem acredita que a vida se apresenta com um nova história, e, que dança uma música que ninguém mais ouve? Afinal, a alegria não pode ser esse garoto feliz a passear em nosso quintal, sem nenhum medo de se perder.
Então, o coração chora...E a dor essa companheira por tantas anos se mostra nesse palco festivo, fazendo silenciar o espetáculo da alegria. É loucura ser feliz... nada pode ser pleno, e, não podemos nos perder nesse mar de alegria esquecidos de que a vida só pode mesmo é trazer muita dor. O silêncio se instala, quem sabe ele grite o que vai na alma...
E na busca de resposta, quem consegue ter paciência de esperar que o tempo traga o caminho para as perguntas feitas num momento insano ou sadio, onde o olhar se perdeu na tatuagem do que cada um quis ver?
Talvez não compreenda... Quem sabe seja mesmo coisa de galáxias distantes, cores tão brilhantes que os olhos contemplam, e, estar com a alma leve, seja um viver que não é próprio dos “normais”. Talvez seja necessário a receita que traga o remédio para nos levar para a mesmice dessa vida... o equilíbrio, que ninguém sabe na verdade onde está, talvez...
Em meio a esse palco que é a vida, nesse instante tão dúbio, pergunte ao Senhor dos senhores se é preciso ver o que não se apresenta. E creia que nEle , somente nEle, o seu coração não o engana.



quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Pedras do caminho

Poema escrito no dia 04/05/2010, quando minha mãe corria risco de amputar a perna.

Ah... Essa roda do tempo que não para nunca e que acolhe as pedras que brotam do nada e do tudo.
Pedras que roubam o chão onde piso.

Pedras que quebram e deixam um vazio pra sempre,
Pedras que não podem ser mais lapidadas, e, jamais, nem o mais hábil escultor dará forma.

Ah... O meu coração estremece diante da roda do tempo que não para nunca e que acolhe as pedras que brotam do nada e do tudo.

Tenho medo das pedras...
Das que me machucam os olhos até que eu veja a dor de ser tão frágil, tão pó.
Das que roubam passos, sorrisos e sonhos.

E assim eu sigo...

Ah... Essa roda do tempo que não para nunca e que acolhe as pedras que brotam do nada e do tudo.

Pedras que me dizem que a vida pode ser tão dura... E que aperta o peito.
 Então meu grito por um momento faz calar minha dor: O que se pode fazer com a Pedra que não podemos remover do caminho?
Pedras que me movem na sensação, de não ser nada frente ao absurdo de acreditar que, o que tenho é meu.
Pedras lançadas a sorte? Eis as Pedras... É dor frente ao medo de dar conta do olhar que se distancia pro futuro, perguntando cadê o membro que se perdeu? Cadê o membro que já não é meu.

Ah... Essa roda do tempo que não para nunca e que acolhe as pedras que brotam do nada e do tudo.

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Estou morto?

kkkkkkkkkkk.... confesso que ri muito desta postagem no facebook kkk.
Depois da crise de riso, fiquei ali a olhar essa imagem e viajei para a realidade humana de que é possível, eu e você, está na espera que algo aconteça em nossa vida, a tanto tempo, que corremos o risco de já estarmos mortos... estranho não?
Penso que:
Toda a vez que eu estou a espera de algo que na verdade poderia fazer, estou morrendo para a possibilidade de construir.
Toda vez que gasto minha energia para cobrar de alguém seja um carinho, seja uma palavra, seja um gesto, uma ação, corro risco de ficar tão cansado que até quando o esperado chegar, estarei exausto demais para desfrutar.
Toda vez que eu me coloco no lugar de receber, podendo dar de mim mesmo, torno-me pobre da vida prometida a quem generoso é.
Toda vez que eu acredito que as pessoas se esqueceram de mim, perco a oportunidade de me lembrar delas, naquilo que elas precisam, e posso me tornar alguém tão egoísta, quanto aqueles que eu acuso de ser.
Toda vez que eu espero... posso estar morrendo...ou quem sabe, eu já esteja morto?
A verdade é que a vida só acontece para quem aprendeu com Geraldo Vandré, que 'quem sabe faz a hora não espera acontecer'.
Então vamos cantar e ir embora com Geraldo Vandré.

Pra dizer que não falei das flores
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

terça-feira, fevereiro 23, 2016

A vida e o escritor

Em um caderno os escritores podem inventar histórias de suspenses, que nos prendem o ar, de romances que nos fazem suspirar, de dramas que nos levam a chorar, de terror, que pode fazer o coração gelar. Decidem como serão seus personagens, suas trajetórias, personalidades, se serão mocinhos ou vilões, amáveis ou secos, interessantes ou chatos.
Quando não gostam do que escrevem, eles apagam, rasgam folhas e as lançam no lixo, ou queimam, ou reciclam, ou começa tudo de novo. Seus cadernos acabam, e eles não hesitam, compram outros novos. Os Escritores, eu os invejo, eles são os senhores de suas próprias histórias.
A caneta segue firme em seus punhos, e de tão útil, até sei torna sagrada. Porém, se ela acaba, não há choro, eles a trocam por uma nova. E aquela que foi tão útil, agora vai parar no lixo sem nenhuma saudade ou misericórdia.
Fico pensando que a Vida é também um caderno, mas diferente do caderno dos escritores, pois ao nascermos, o trazemos em parte escrito, e em parte em branco.
É fato que muito do que vivemos é herança escrita em nossa biologia, onde nascemos é destino escrito nesta viagem que não escolhemos, o que aprendemos para nos torna gente, é do outro que não descrevemos, somos os personagens do Grande Escritor, Deus, que nos fez com a capacidade de escolha que nos difere de todos os animais.
 E a Vida é o caderno que vai nos impondo sua própria história, seja tragédia ou alegria. Mas, a Vida é caderno com as páginas em branco que permeiam nossa existência, entre as páginas escritas. Estas páginas são escritas pelos dedos das nossas escolhas, daquelas, que vamos fazendo na medida em que as páginas já escritas, vão se impondo.
Destas páginas que escrevemos somos senhores, ainda que marcados pela escravidão das histórias que não escrevemos, essas páginas  se entrelaçam.
E a Vida é uma viagem onde podemos buscar novos personagens que nos ame de verdade, em meio as páginas de pessoas que nos odeiam, podemos buscar destinos novos, novas cidades, trabalhos. Podemos escrever sobre alegria desprezando assim as escritas da tristeza nas páginas impostas. Podemos escrever sobre esperança, e desprezar a fatalidade escrita em nossos cadernos. Podemos decidir amar, ainda que, nas páginas antes escritas, não encontramos o amor.
O que sei é que podemos fazer das páginas do livro uma história fascinante ou extremamente chata.
E quando aqui, não estivermos mais para escrever, o que as pessoas que o leram, no decorrer da nossa escrita vão sentir? Vão suspirar de  saudade ou de alívio? O que será contado as gerações futuras?

Eu, gostaria que o meu Caderno, Minha Vida, seja um livro que vale a pena ler, e você?


segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Solidão a dois


Viver sozinho é triste, mas a solidão a dois é abismo sem possibilidade de socorro. Estar ao lado de quem o coração não se encontra, é como gritar no vazio. E, tão esmagador quanto a solidão a dois, é a crença de que a vida é assim mesmo, e de que é preciso se acostumar. Espero que nenhum leitor meu esteja se perguntando, 'pra que conversar'?

Pra que conversar?
Conversar é partilhar da solidão a dois.
Para que falar desta dor que vai na minha alma?
É mentira o que as teorias falam.
Não há alívio, não há descanso ao falar.
A dor que se manifesta sangra.

Você me fala que a vida é assim mesmo,
Mas como continuar com o que eu não consigo suportar?
Diga-me, diga como, se não consigo suportar?

Pra que falar? As palavras soltas parecem mais pesadas, não consigo andar.
É como se jogar no mar... é como retalhar o que já está ferido.
Talvez haja paz no silêncio, talvez haja cura nas lágrimas,
Talvez haja descanso no esquecimento.
Talvez a fé brote de novo ao me calar frente a essa dor.
Talvez a alegria renasça das cinzas.
Talvez a esperança nos ajude a caminhar mais leve.

Você me fala que a vida é assim mesmo,
Mas como continuar se não consigo suportar?
Diga-me, diga como, se não consigo suportar?

Os dias passam e eu me pergunto,
Será que o sonho é impossível?
O silêncio do alto me incute medo,
O real esmaga, é fardo que não desata,
É fel que amarga a alma,
É solvente da doçura da minha alma
Que vejo escorrer pelos dedos do tempo.

Você me fala que a vida é assim mesmo,
Mas como continuar se não consigo suportar?
Diga-me, diga como, se não consigo suportar?

O silêncio, o vazio, a terra sem semente,
Quem sabe onde a vida vai brotar?

Você me fala que a vida é assim mesmo,
Mas como continuar se não consigo suportar?

Diga-me, diga como, se não consigo suportar?

domingo, fevereiro 21, 2016

O Senhor luta por nós - Ronaldo Lidório



Ao domingos irei postar textos que me enchem a alma, escritos por homens e mulheres que com suas vidas tocam meu coração.

Hoje vou postar um texto de Ronaldo Lidório. 
Quem é ele?

Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (SPN) em Recife-PE, com Doutorado em Estudos Interculturais e Antropologia pela Royal London University. 
É pastor presbiteriano e membro da APMT e AMEM.  Atuou como plantador de igrejas em Gana, na África, durante nove anos e no presente lidera uma equipe missionária entre diversas etnias indígenas na Amazônia brasileira. Consultor da World Evangelical Alliance e outras organizações em projetos de evangelização e plantio de igrejas em áreas residentes.

Autor de 10 livros sobre Missões e antropologia.

Ele que luta por nós, não é um mero valente do seu povo, um guerreiro de grandes vitórias ou um rei amado pela nação. É o Senhor todo poderoso, Criador do Céu e da terra, Governante absoluto de tudo o que existe, feitor da luz e da vida, Rei dos reis.
Controlador do universo, Salvador da humanidade, Resgatador dos perdidos e Pai de seus filhos. E Ele luta por nós.
A convicção de que o Senhor dos Senhores luta por nós produz dois efeitos sobre nossos corações.
O primeiro é de descanso, pois aquele que controla todas as coisas controla também a nossa vida. Aquele que rege o universo tem poder sobre nossos corações, relacionamentos, corpos, provisões e futuro. Descansemos no Senhor que luta por nós. Coloquemos perante Ele nossas aflições e peçamos o retorno das noites bem dormidas e do riso aliviado. Ele cuida de nós.
O segundo efeito é de expectativa no Senhor. Se Ele luta por nós qualquer coisa nova pode acontecer. Qualquer coisa pode mudar, qualquer situação pode ser consertada, qualquer pessoa pode ser quebrantada, qualquer pecado por ser perdoado. Se Ele luta por nós podemos, a qualquer  momento, ser curados da enfermidade mais profunda que amedronta o corpo e a alma.
Descansar em Deus e esperar em Deus, porque Ele luta por nós.
Encontramos esta palavra de encorajamento à nossa fé em Deuteronômio: O Senhor luta por nós. Moisés a proferiu ao povo de Israel em um momento emblemático de sua jornada. Após 40 anos peregrinando no deserto o povo se vê próximo ao rio Jordão, prestes a entrar na terra prometida. Vivia, assim, o momento de pesado cansaço pela peregrinação longa e árida e, por outro lado, profunda esperança para entrar na terra tão esperada. Moisés, usado por Deus, encoraja o povo lembrando como o Senhor foi fiel no passado. Amanhã não seria diferente. Moisés declara que o povo ainda passará por muitas provações e que aquele não é, enfim, o momento final de descanso. Porém, falando sobre reis e reinos que ainda os confrontarão ele lhes diz: “ não os temais, pois o Senhor luta por vós ”(Dt.3:22).
A caminhada é longa e ainda não cruzamos o Jordão, mas esta verdade nos levará até o final, na paz de Deus. O Senhor luta por nós.

sábado, fevereiro 20, 2016

Barco e o porto

Existe uma luta entre o que sei - razão, e o que sinto - emoção. Que arena é esse meu coração. Diante desta realidade, escrevo para acalmar a alma.


Barco e o porto
 
De repente um vento tempestuoso agita meu frágil ser.
Algo dói, mas que dor é essa?

Como um abraço que rouba todo o ar,
Sufoco-me com o incontrolável que brota.

E assim me contemplo.
Sou como um barco que sabe que tem Porto,

Contudo, meu coração se inquieta no alto mar.

E mesmo vislumbrando ao longe o Farol que me guia, me agito, frente as ondas geladas que insistem, em mim brotar.
Ah... essa hipotermia da alma paralisa em mim o desejo de continuar...

E as certezas que antes aquecia minha alma frente as ondas de fora, são levadas ao fundo desse mar gelado que brotou... onde?

E assim me contemplo.

E enquanto olho... percebo...  uma inquietude borbulha como uma mina cercada por mata ciliar,  então percebo, a vida que almejo ter também jorra...de onde?

E meus olhos se distrai por um instante desse mundo que trago,
E vejo o Farol acenar o caminho a minha frente...
Há beleza no mar que se agita, tanto quanto no mar que se acalma,

E me descubro barco guiado, nesse imenso mar que é a vida.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Gente que toca

Tem gente que nos toca profundamente. Tem amigos que são capazes de nos fazer sorrir, mesmo quando somos invadidos por um dor inexplicável. Você tem gente assim? Lembro-me da minha querida Janine. Quando o Eliack, o meu primeiro marido partiu para morar com o Senhor, minha mãe disse a ela, ‘ Vem visitar mais a Roseli, porque toda vez que você vem, eu vejo ela sorri de novo’. Tem gente assim, graças a Deus. E esse texto eu escrevi pensando nela, e em todos os outros amigos que ganhei de Jesus, e que me fazem tão bem.


Eu sorrio à toa, frente a alegria que me toca a alma, ao ouvi-lo.
Algo em você me penetra fundo a minha alma, e, me leva aos quartos trancados dos meus belos momentos.
E, mesmo sem querer, uma lágrima contida pelo meu coração que não segredou nada a razão, brota.
Ridícula faz parecer a minha luta pra ser feliz todo dia, quando a alegria, este bem tão almejado me chega trazida pela brisa de uma voz.
Então oro ao Senhor, para que a alegria que sinto ao ouvir uma voz forte e amiga, sempre me visite, e, faça morada neste meu coração tão sofrido.
Senhor, que a alegria mais leve, possa nascer da minha intimidade contigo.

Vem Senhor, vem ser a minha alegria, o Senhor que é eterno e presente, venha.

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Sandro, meu irmão,



O tempo, esse trem que nos impõe o ritmo da nossa viagem, passou, 38 anos...
E do menino que sonhava em ter uma banda de rock na garagem, você se tornou o violonista clássico, o hábil Sandro Sousa.
Do menino que nada lia, passou a ser um leitor de arte e literatura.
Do menino chorão, se tornou o adolescente cheio de um vocabulário que ia do cara de plástico a bodá, e nos fazia chorar de rir.
Do menino rebelde com o coração de pedra, recebeu um coração de carne do Senhor dos corações. Certamente a maior riqueza que recebeu.
Do menino com ideias mirabolantes e fã de Raul, fez-se o adulto que traz no íntimo uma inquietude diante da vida, uma metamorfose, não ambulante, que encontrou porto em Cristo Jesus.
Mas seja como for, o menino ou adulto, é sempre o irmão.
O irmão que na infância em vez de assinar Sandro Batista Sousa Barbosa assinou Sandro Seixas.
O menino do leite com toddy, da batata frita com carne moída.
O caçula da família Batista, que reinava, e é claro, de uma forma que ninguém ousava admitir.
O irmão que sempre foi mais que sangue, coração.
Que me faz compreender dia a dia o quanto a vida com solidariedade é mais fácil.
O Sandrinho, a quem eu posso confiar meus segredos.
E nas ruas e esquinas que os nossos caminhos se encontram – sangue, casa, fé, olhar, fica a alegria, sempre, de ter você tão perto.

E o meu coração, que lhe deseja hoje por escrito, o que anseia por você todo dia, suplica ao Deus, que o fez amigo, que lhe conceda cada dia um coração leve, um riso fácil, e que esta sede que tem de vida, seja saciada a cada manhã com toda felicidade que se pode ter nesta terra.